louco
pelas ruas
ele andava





sabe aquilo na garganta [?] aquilo você tosse e nada. nada de coisa alguma. eu não sei do que chamo, talvez não
devesse.

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me cobri na cama me protegendo dos lagartos. diziam:
- se você ficar imóvel, eles também ficarão.

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ontem, deitado na cama eu me questionei sobre meus pensamentos noturnos e tremores corporais. penso nessa morte súbita para disfarçar aquela mais em slow motion.

sigo el hombre sin cabeza

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theyre coming.











há muitas bolhas brancas entre o mar e o sabão.

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em certos oceanos a profundida atinge quilômetros

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o tempo-ósseo

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a bisavó a completar 103 anos.

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olho de dentro do navio,
daqui
o mar não sabe para onde nos leva.







nada me assusta mais do que o som de vidros se espatifando.













será que meu cabelo está arrumado? talvez eu tenha chego tarde demais, cantaram os parabéns e eu não estava. num calor desses e o bolo derretendo todos os anos da sua vida.




eu não me lembro, como de costume, como tudo começou. de certo, eu dormia. havia a casa envolta de névoa na noite. sabe quando a noite tem cheiro? tinha um cheiro de noite, úmido. depois da chuva, como eu sempre gosto de ver. a casa não era aqui, era lá longe, num pedaço escuro da terra. eu via teu carro surgindo no final da estrada, eu mal podia acreditar. era um carro pequeno e veloz. desses que você sempre disse que havia em sua terra.



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